quarta-feira, 27 de junho de 2012

Minha casa é aqui, lá e acolá

Voltamos a Libreville menos angustiados do que quando partimos. Nossa estadia no Brasil foi intensa, mas saímos de lá com a esperança e o amor renovados. Após uma longa cirurgia, minha sogra conseguiu superar os riscos maiores e agora é se recuperar e se adaptar às mudanças na rotina.

Mais uma vez agradeço a todas as mensagens de carinho que recebemos neste período. 

O retorno a Libreville foi cheio de emoções. Saímos de Curitiba no dia 21/06 pela manhã e de lá foi São Paulo - Joanesburgo - Libreville. Em todos os voos fomos agraciados por atrasos, mas que não comprometeram os voos seguintes. Tivemos ainda, a companhia (desde SP a Libreville!) de agentes da polícia federal colombiana acompanhando 2 presos - iriam a Douala, nos Camarões, próxima escala do voo - e uma inusitada revista das bagagens de mão com cães farejadores no desembarque em Joanesburgo. 

Já eram quase oito da noite do dia 22/06 quando chegamos em casa, depois de mais de 20 dias vivendo uma situação de tensão total, cansaço físico e mental, jet lag... E então, quem estava nos aguardando? ELAS! AS CAIXAS DA MUDANÇA. Elas tomaram boa parte da sala, da cozinha, e dos quartos e ainda hoje estou tropeçando em algumas delas...

Mas boa notícia para os mais preocupados: nada se perdeu e nada se quebrou, nem as taças de cristal! A empresa que fez o nosso transporte foi a Quavis. Rápidos e embalagens bem feitas, sem stress com a equipe de mão-de-obra. Porém, não cumpriram o prazo estipulado e não nos mantiveram informados sobre o status/localização da carga durante o percurso. 

Nessa loucura dos últimos dias, tomamos uma decisão: de permanecer neste apartamento mobiliado que estamos. Ele funciona como um loft, com todos os serviços incluídos (luz, água, internet, TV a cabo). Caso mudássemos para o apartamento que queríamos, teríamos que fazer todos esses contratos, além de ter que comprar alguns móveis para preencher o apartamento (lembrando que saímos de um mini apartamento de Brasília). Tudo isso seria um gasto enorme e tudo sem a qualidade e o estilo que queríamos para a nossa casa. Para ter idéia, uma mesa de oito lugares - do jeito que gostaríamos - chegaria a custar vinte mil reais nestas terras. 

Com a decisão de ficarmos neste apartamento mobiliado, tivemos de nos desfazer de muitos dos nossos móveis e outros objetos que não caberiam aqui. Resolvemos doar estes itens para pessoas próximas, conforme a necessidade. A decisão acabou se provando ótima, pois desembaraçamos nossa vida, facilitamos a próxima mudança e ainda fizemos algumas pessoas mais felizes! 

De alguma forma e na hora certa conseguimos perceber que o que realmente importa é a VIDA e que, mais do que nunca:



domingo, 10 de junho de 2012

E o inesperado acontece

Fatos inesperados acontecem em nossa vida e, infelizmente, as notícias nem sempre são boas. No último dia 30, recebemos uma ligação do Brasil que nos fez comprar passagens apressadamente e vir ao país na mesma semana. A mãe do meu marido, portanto minha belle-mère (em francês a palavra sogra soa como eu realmente a considero - bela mãe) recebeu um diagnóstico de câncer. Neste momento estamos no Brasil, dando apoio, conforto e lutando para vencermos juntos esse desafio.

Em meio à essa crise, eu espero também conseguir tirar boas lições para serem partilhadas aqui.

Agradeço imensamente a todos os amigos que nos enchem de boas energias neste período e aos que estão sempre presentes aqui no blog, justifico a minha ausência momentânea.

Tentamos trazer também um pouco da alegria africana (já que o calor não foi possível - aqui em Curitiba estamos enfrentando quase zero grau) e vestimos meus sogros com as roupas tradicionais africanas!