quinta-feira, 13 de março de 2014

É hora de partir

Sim, é isso mesmo! Estamos completando dois anos desde a nossa chegada, mais de 50 posts aqui no blog e mais de 26 mil acessos (uau!). Mas agora é hora de deixar Libreville, o Gabão, a África...

Registrei aqui uma parte dessa experiência no continente africano, contando sobre as dificuldades, belezas, boas e más surpresas que tivemos. Fazendo a retrospectiva, no blog e na memória, fica fácil dizer que fui muito feliz aqui. Até os momentos mais tensos agora já se tornaram um bom motivo de risadas e de histórias para contar! Aos que virão em algum momento para a África, vale dar uma lida nos posts mais antigos, destaco principalmente estes: 

Malas para a África    Sobre Malária     Gabonitudes    Desafios    Mídias Médias

Àqueles(as) que estão no mesmo barco, o dos acompanhantes de diplomatas/expatriados, digo que o medo e a insegurança que nos rondam realmente têm algum motivo para existir. Ter que deixar de lado ou adaptar planos e sonhos para entrar em uma aventura sem fim (e meio sem rumo) pode ser muito doloroso, mas definitivamente pode ser muito bem recompensado pela oportunidade de ver o mundo por diversos outros ângulos. Não é um conto de fadas e nem um pesadelo, é uma experiência em que o sucesso ou o fracasso dependerá unicamente do ângulo em que você está se vendo e vendo o mundo.

Para mim, ter entrado neste barco tem sido extremamente enriquecedor no âmbito pessoal e me possibilitado muitos momentos especiais. Não trocaria por nada as experiências que vivi nos últimos dois anos - até o pior dos momentos serviu para me fazer perceber o que é a felicidade real, sem ilusões, sem falso auto-convencimento para disfarçar frustrações, elas foram indispensáveis para desenvolver uma perspectiva otimista para "a dor e alegria de viver". 

Tenho novos planos, novos objetivos a serem alcançados - que talvez sejam até melhores do que os que eu tinha uns anos atrás, mas o principal é que ainda virão muitas novas histórias e, agora, com um novo aventureirinho para cuidar, amar e desbravar o mundo junto com a gente!

Nosso próximo destino é mais gelado, tecnológico e sem malária (uhuull)! Se aqui em Libreville faltavam opções de lazer, lá vai ser é difícil decidir a programação do dia: Montreal, Canadá! 

Nous arrivons! We are coming! Estamos chegando!!! 




          Fotos: pinterest.com

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ele está chegando!!!

Os últimos meses foram pra lá de movimentados. A grande notícia é que estamos esperando nosso primeiro bebê! Já passamos mais da metade do caminho das 40 semanas e estamos cheios de planos e expectativas para a chegada do Nicolas, o que deve acontecer em meados de junho! 

Não, não é fácil encontrar bons serviços médicos no Gabão. Apesar de existir hospitais e clinicas privadas que fazem o acompanhamento pré-natal básico, é preciso lembrar que não existem equipamentos de alta tecnologia para o caso de uma emergência ou, que por exemplo, possam saciar a curiosidade dos pais para saber o sexo antes das 18 semanas de gravidez. Pelo mundo afora já existe exame de sangue que confirma o sexo do bebê com apenas 8 semanas de gestação!!! 

Visitei várias clinicas e médicos aqui em Libreville, a maioria dos médicos são gaboneses com formação na França. Optei por fazer o acompanhamento com uma médica mais jovem, em uma clínica pequena, que teve o melhor atendimento e que foi bastante sincera ao expor as limitações locais em termos de equipamentos e equipes disponíveis e bem preparadas. Nos hospitais o atendimento para as gestantes é feito, normalmente, a partir das 15 horas, por ordem de chegada... Cheguei a ficar mais de 2 horas para ser atendida e duas horas sentada numa sala de espera. É o suficiente para você notar todos os detalhes da decoração, da limpeza e também do trato dos funcionários com os pacientes... desisti rapidinho e optei pela clínica menor, mais ágil e aconchegante.

Assim que foi possível, fui ao Brasil! Visitei meu médico (tão bom fazer uma consulta médica na sua língua natal), fiz ultrassom 4D (uhuull) e claro, passei momentos deliciosos com nossas famílias, compartilhando de todas as alegrias dessa etapa.

O legal da demora em saber o sexo foi que podemos fazer uma festinha para revelar o sexo do bebê para a família. Foi muito divertido!


Uma decisão já tomamos: O Nicolas não vai nascer no Gabão. Acho que antes de tudo precisamos de um local onde nos sintamos seguros e que tenha todos os recursos tecnológicos à disposição para o caso de alguma emergência. Eu costumo desmaiar até para tirar sangue, imaginem... ehehe. 

Caso alguém um dia precise, deixo o nome de duas clínicas e também de um hospital que considerei como sendo os mais organizados: Centre Médical du Littoral, SOS Médecins e Polyclinique El-Rapha. 

Agora é focar na segunda metade da gravidez e organizar a chegada do mais novo amor da minha vida!